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Síndrome da impostora: por que o corpo também sente os efeitos da autocobrança

Você já terminou um projeto importante, recebeu um elogio sincero e, em vez de sentir orgulho, pensou: "Foi sorte." Ou talvez tenha a sensação constante de que, a qualquer momento, alguém vai descobrir que você "não é tão boa assim".

Se essa sensação parece familiar, saiba que você não está sozinha. A chamada síndrome da impostora é extremamente comum entre mulheres profissionais, especialmente aquelas que ocupam cargos de liderança, empreendem ou conciliam carreira, família e inúmeras responsabilidades. E embora muitas pessoas pensem que esse seja apenas um padrão de pensamento, a verdade é que a síndrome da impostora também provoca sintomas físicos.

Quando o cérebro vive em estado constante de alerta, tentando provar seu valor o tempo todo, o corpo acaba pagando essa conta. É justamente por isso que compreender os sintomas da síndrome da impostora é tão importante para interromper esse ciclo antes que ele afete sua saúde.

O que é a síndrome da impostora e por que ela acontece?

A síndrome da impostora não é considerada um diagnóstico psiquiátrico, mas sim um padrão psicológico caracterizado pela dificuldade em reconhecer as próprias conquistas. Mesmo diante de resultados concretos, a pessoa acredita que não merece o sucesso alcançado ou teme ser "desmascarada".

Em muitos casos, esse padrão nasce da combinação de fatores como:

  • perfeccionismo;

  • excesso de responsabilidade desde cedo;

  • necessidade constante de aprovação;

  • comparações frequentes;

  • ambientes muito competitivos;

  • crenças construídas na infância sobre desempenho e valor pessoal.

Sob a perspectiva da naturologia, também observamos como esse padrão emocional influencia diretamente o funcionamento do organismo.

Quando existe uma sensação permanente de que é preciso fazer mais, entregar mais e nunca errar, o sistema nervoso permanece em um estado de hiperalerta. Isso significa níveis elevados de tensão muscular, alterações hormonais relacionadas ao estresse, piora da qualidade do sono e maior dificuldade para que o corpo entre em estados de recuperação.

Em outras palavras: a mente tenta provar competência enquanto o corpo vive como se estivesse enfrentando uma ameaça constante.

Síndrome da impostora: sintomas que aparecem no corpo

Nem sempre a síndrome da impostora se manifesta apenas como insegurança. Muitas mulheres procuram atendimento por dores ou sintomas físicos sem perceber que existe uma carga emocional importante por trás deles.

Entre os principais sintomas da síndrome da impostora, estão:

  • tensão constante nos ombros, pescoço e mandíbula;

  • bruxismo ou apertamento dentário;

  • dores de cabeça tensionais;

  • sensação de cansaço mesmo após descansar;

  • dificuldade para desligar a mente;

  • ansiedade antes de reuniões ou apresentações;

  • alterações no sono;

  • palpitações em momentos de avaliação;

  • desconfortos digestivos relacionados ao estresse;

  • dificuldade em comemorar conquistas, seguida de necessidade imediata de produzir mais.

Esse conjunto de sintomas costuma aparecer em mulheres extremamente competentes, mas que vivem em uma rotina de autocobrança intensa. O corpo permanece preparado para "o próximo desafio", sem encontrar espaço para relaxar.

Com o passar do tempo, esse estado constante de alerta pode favorecer quadros de fadiga, dores musculares recorrentes, alterações hormonais e uma sensação persistente de esgotamento.

Como faço o tratamento integrativo

No consultório, dificilmente trabalhamos apenas a dor ou apenas a emoção. O objetivo é compreender como esses fatores se influenciam mutuamente e criar um plano terapêutico individualizado.

Meu trabalho com tratamento integrativo busca reorganizar o funcionamento do organismo enquanto investigamos os fatores emocionais que mantêm o corpo em estado de tensão.

Durante o acompanhamento, podem ser utilizados recursos como:

  • acupuntura, auxiliando na modulação do sistema nervoso, redução da ansiedade e diminuição das tensões musculares;

  • liberação miofascial, para aliviar regiões que acumulam excesso de contração, como pescoço, trapézio e mandíbula;

  • fitoterapia, quando indicada, para auxiliar na adaptação ao estresse e no equilíbrio do organismo;

  • aromaterapia e florais, de acordo com a necessidade individual;

  • mudanças no estilo de vida, envolvendo sono, alimentação, movimento e estratégias para reduzir a sobrecarga do sistema nervoso;

  • acompanhamento terapêutico voltado à identificação dos padrões de autocobrança que perpetuam esse ciclo.

Meu objetivo não é apenas aliviar os sintomas, mas ajudar você a construir uma relação mais saudável com seu próprio corpo e com suas conquistas.

O que você pode fazer para começar a quebrar esse ciclo

Embora o acompanhamento profissional seja importante quando os sintomas já estão presentes, algumas atitudes podem ajudar no dia a dia.

Comece observando como você reage quando recebe um elogio. Você consegue simplesmente agradecer ou imediatamente minimiza sua conquista?

Outra prática interessante é registrar suas realizações. Muitas mulheres lembram facilmente dos erros, mas esquecem rapidamente dos sucessos. Manter um registro concreto ajuda o cérebro a construir uma percepção mais realista da própria competência.

Também vale prestar atenção aos sinais físicos. Ombros constantemente elevados, mandíbula apertada, respiração curta e dificuldade para relaxar costumam indicar que seu sistema nervoso está funcionando em excesso.

Criar pequenos momentos de pausa ao longo do dia, respirar profundamente, praticar atividade física de forma prazerosa e respeitar períodos de descanso são estratégias simples, mas importantes para reduzir o estado de alerta contínuo.

Lembre-se: produtividade não deve ser o único critério para medir seu valor.

Quando procurar ajuda?

Se você percebe que a insegurança passou a afetar sua qualidade de vida, seu desempenho profissional, seus relacionamentos ou se os sintomas físicos estão cada vez mais frequentes, vale a pena buscar acompanhamento.

Você não precisa esperar chegar ao esgotamento para cuidar da sua saúde.

Na minha prática clínica, atendo mulheres que desejam compreender melhor a relação entre corpo, emoções e estilo de vida, utilizando recursos da naturologia para promover um cuidado completo e individualizado.

Se você procura um atendimento em São Paulo, na Vila Mariana, ou prefere realizar seu acompanhamento online, o tratamento é adaptado às suas necessidades e objetivos.


Você se identificou com esse conteúdo?

Se você sente os sintomas da síndrome da impostora, como tensão muscular, ansiedade constante, bruxismo, dores de cabeça ou sensação de nunca ser suficiente, posso te ajudar.

Sou Gabriela Bratan, naturóloga, e trabalho com uma abordagem integrativa, investigando não apenas os sintomas, mas também as causas que mantêm seu corpo em estado de alerta.

Por meio da acupuntura, fitoterapia, terapias corporais e mudanças no estilo de vida, buscamos aliviar os sintomas e promover uma recuperação mais profunda e duradoura.

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